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 por Fernando Barrichelo

Descubra os elementos de uma carreira gratificante.

Nas suas reflexões de ano novo, arrisco a dizer que você está se questionando sobre seu atual emprego e felicidade no trabalho. Digo isso pois, em pesquisas recentes, 55% dos americanos estão infelizes com o emprego e 60% dos europeus escolheriam uma nova carreira se pudessem começar de novo. Não acredito que no Brasil seja muito diferente.

Se você não leu a PARTE 1 do meu artigo “Como encontrar o emprego da sua vida”, clique aqui. Baseado no livro de Roman Krznaric, comentei sobre o lema “agir primeiro, depois refletir” para você sair da inércia e começar a testar o seus “múltiplos eus” através de três formas: (1) períodos sabáticos experimentais, (2) projetos de ramificação e (3) pesquisa conversacional.

Hoje, nesta PARTE 2, resumo outros insights do livro: porque sentimos tão confusos para decidir nosso caminho e quais os elementos de uma carreira gratificante para auxiliar nossas decisões.

 

Porque sentimos redemoinhos de confusão

Ao longo da maior parte da história, as pessoas tinham bem poucas escolhas quanto a seus trabalhos. Era uma questão de destino e necessidade, no lugar de liberdade e escolha. A decisão era geralmente tomada pelos pais e os filhos seguiam o ramo de negócio da família. Sobrenomes ligados à profissão como Smith, Baker e Butcher (respectivamente, ferreiro, padeiro e açougueiro) são remanescentes dessa tradição. Talvez o seu bisavô se orgulhasse de ser capataz numa fábrica, ou sua avó fosse boa aluna mas sucumbiu a pressão familiar para se casar jovem e ser dona de casa.

Diferente de seus avós e bisavós, você já teve sorte por poder escolher uma carreira e encontrar um trabalho gratificante. Entretanto, ainda parece um desafio inatingível, certo? Pois é… Hoje em dia, quando precisam mudar de carreira, invariavelmente jovens e adultos experimentam “redemoinhos de confusão” e incertezas sobre qual direção a seguir. Por que? Em certo nível, o problema é simplesmente o excesso de oferta.

 

Motivo 1: muitas opções

Para dar uma dimensão disso, o site www.careerplanner.com apresenta uma lista de 12 mil carreiras, 478 somente na letra “A” (administrador, agricultor, arquiteto, astrônomo, etc). Como escolher em meio a tantas opções?

Barry Schawartz, em seu livro “Paradoxo das Escolhas”, aborda o problema atual: agora temos que escolher demais. Embora uma vida sem escolhas seja insuportável, ter uma gama de opções transforma-se em um ônus. Para comprar um produto ou serviço, a pesquisa e análise podem demorar horas e dias. Um efeito de tantas opções é que elas produzem paralisia, em vez de libertação. E mesmo que consigamos superar a paralisia e tomar a decisão, acabamos menos satisfeitos, pois sempre é possível imaginar que poderíamos ter feito uma escolha melhor, e lamentamos a decisão tomada.

Claro, escolher um trabalho é diferente de escolher uma companhia telefônica; não podemos simplesmente escolher a proposta mais atraente, já que somos limitados por fatores como qualificação profissional e educacional. Ainda assim podemos nos deparar por dezenas de caminhos possíveis. Devo manter minha carreira de corretagem de seguro ou me aventurar para consultoria de gestão? Devo me dedicar ao direito ou dar aulas? Devo trocar uma empresa grande por uma pequena, ou tirar um ano sabático? Se você quer ser psicoterapeuta, é melhor fazer um curso centrado em abordagens psicodinâmicas, comportamentais, cognitivas, humanistas, interativas, entre outros exemplo de Krznaric.

A solução, para aquisição de produtos no comércio, pode ser limitar as opções. No lugar de comprar um jeans perfeito, devemos comprar um “bom o suficiente”. Mas essa não é uma boa estratégia para decisões profissionais. Não existem formas fáceis de limitar as opções – será que basta olhar as profissões, empregos ou empresas que comecem com a letra “A”?

 

Motivo 2: preso ao passado

Você já estudou muito tempo para a carreira de Direito e agora tem receio em começar tudo de novo em Engenharia? Você já passou anos sofrendo numa multinacional, mas mesmo assim tem medo de reconquistar sua reputação em outra empresa? Os economistas chamam isso de “custos irrecuperáveis” e a lógica deveria ser diferente. É o seguinte: você não precisa continuar um sapato apertado apenas porque ele custou caro; sua decisão deve ser sobre o futuro, e não o passado.

Se você passou anos trabalhando como publicitário, e depois percebe que está infeliz e quer fazer algo diferente, dificilmente será consolado por uma amigo que diz “faz parte da jornada da vida” ou “tudo é um aprendizado”. Tais clichês não vão fazer você se sentir melhor. Você também pode não estar disposto a abrir mão de uma identidade de trabalho que lhe confere um sentido de status e pertencimento. O resultado é que podemos nos encontrar em uma luta constante com nosso passado, incapazes de tentar algo novo, por causa de uma fidelidade à pessoa que fomos, em vez de à pessoa que esperamos nos tornar.

Pense bem: há dois tipos de arrependimentos. Por um lado, o arrependimento de abandonar a carreira para a qual dedicamos tanto tempo, energia e emoção. Do outro, a possibilidade de olhar para atras quando envelhecermos e lamentar o fato de não termos abandonado um trabalho que não nos proporcionou o tão desejado sentimento de realização. O que você prefere: (1) tentar e se arrepender por ter dado errado ou (2) se arrepender por não ter tentado?

Como Krznaric diz, devemos reconhecer que nossas escolhas iniciais (carreira, emprego, empresa) podem ter sido feitas quando éramos pessoas diferentes das que somos hoje. Ficar estagnado em um emprego que não mais atende à nossa personalidade ou aspiração pode ser igual a tentar manter um relacionamento que não está mais funcionando. Chega um momento em que a separação é a opção mais saudável, por mais dolorosa que seja.

 

Qual a solução?

Devemos buscar mais satisfação em vez de aceitar o que vier; não estamos mais no século passado onde as carreiras eram limitadas e impostas. Mesmo assim, estamos atordoados sem método para escolher entre todas as opções disponíveis e com medo de tomar decisões em que nos arrependamos.

Para ajuda-lo na decisão sobre as inúmeras opções e o medo de se desligar do passado, uma solução é pensar forma aprofundada nos ELEMENTOS DE UMA CARREIRA GRATIFICANTE, e depois associar com as opções que melhor atendem às suas aspirações.

Como menciono na PARTE 1, Krznaric diz que é importante saber o que realmente estamos procurando e quais os elementos essenciais de uma carreira gratificante. Ele cita o sentido, fluxo e liberdade. Por exemplo, devemos preferir uma carreira com alto salário e status, ou um causa que acreditamos para fazer a diferença? Queremos ser um especialista num campo de conhecimento ou abarcar em vários temas com resultados mais abrangentes? Como equilibrar as ambições profissionais com as obrigações com cônjuge e filhos? Nesta PARTE 2, vamos falar com o primeiro item, o sentido. Antes de mudar de vida, é importante saber o que te motiva.

 

As quatro dimensões do sentido

Krznaric lembra de uma frase de Dostoiévski: o castigo mais terrível para qualquer ser humano é a condenação a uma vida inteiro de trabalho absolutamente desprovido sem utilidade e sentido. Sentido é um dos principais elementos para uma carreira gratificante. Mas ficamos imaginando o que realmente é sentido e como podemos encontrá-lo. Há quatro aspectos básicos e diferentes que podem tornar um trabalho significativo: ganhar dinheiro, alcançar status, fazer a diferença, seguir nossas paixões e talentos.

Essas forças são fontes essenciais para nossa motivação; são as bases psicológicas para impulsionar nosso trabalho com felicidade. O dinheiro e status são chamados de fatores motivadores “extrínsecos” uma vez que tratam o trabalho como meio para um fim, enquanto os demais dois fatores são “intrínsecos”, com o trabalho valorizado como um fim em si mesmo. A questão é: qual dessas motivações deve ser a principal orientação em nossas escolhas? Entender exatamente quais são nossas prioridades pode nos ajudar a desenvolver uma visão pessoal do que é um trabalho realmente significativo, para que possamos reduzir o número de possibilidades de carreira e fazer as escolhas certas. Vamos abordar um a um.

 

Dimensão 1: ganhar dinheiro (e a boa vida)

Um dos principais motivos pelos quais você está no seu emprego atual é porque o salário é bom? E uma das razões pelas quais você reluta em pedir demissão é porque não pode se imaginar tendo uma redução salarial? Não há problemas, esta pode ser uma boa motivação e parece ser justa. Você compartilha de algumas necessidades que os gregos chamavam de eudemonismo ou “boa vida”.

É claro que a falta de relação clara entre renda e felicidade tornou-se um dos mais poderosos achados das ciências sociais modernas. A partir de um momento em que nossa renda é suficiente para cobrir nossas necessidades básicas, novos aumentos pouco acrescentam ao nosso nível de satisfação. Mas a tentação é grande num ciclo vicioso: a medida que enriquecemos e acumulamos posses, nossas expectativas aumentam e trabalhamos ainda mais para comprar mais bens e aumentar nosso bem-estar. Passamos de um televisor bom para um melhor ainda, de um carro para dois, e assim em diante, e nada disso aumenta nossa sensação de uma vida plena e significativa. Pior, acaba aumentando os níveis de ansiedade e depressão, uma vez que queremos sempre mais.

Na verdade, podemos estar procurando realização pessoal nos lugares errados, em ter em vez de ser, em acumular posses em vez de construir relações empáticas e enriquecedoras. Quando as pessoas são perguntadas sobre o que lhes proporciona satisfação no trabalho, raramente o dinheiro aparece no topo da lista. Numa pesquisa mundial da Mercer, a “remuneração básica” ficou apenas em sétimo lugar entre 12 elementos-chaves. O que realmente parece fazer diferença é a qualidade de seus relacionamentos no trabalho: “respeito” e “colegas de trabalho” estão no topo da lista.

Poucas pessoas tender a ignorar o dinheiro completamente ao tomar uma decisão profissional: todos nós temos contas a pagar e família a sustentar. A verdadeira questão é o peso que devemos atribuir a ele.

 

Dimensão 2: alcançar status

Além do dinheiro, a outra recompensa extrínseca é o status social, geralmente em duas variedades. Um deles é o status de um trabalho de prestígio que seja admirado pelos outros, como um diplomata, produtor de televisão, atleta profissional, escritor, etc. É uma perspectiva atraente, como os romanos antigos diziam, ainda temos um desejo ardente por reputação e glória.

A segunda variedade é o status baseado em nossa posição aos outros. Krznaric cita um estudo de economia comportamental que demonstrou que, se pudermos escolher entre ganhar 50 mil dólares por ano quando todo mundo ganha 25 mil, ou 100 mil dólares quando todo mundo ganha 200 mil, a maioria das pessoas escolheria a primeiro opção. Também nos preocupamos com nossa posição relativa nas hierarquias de profissões. Se todos os seus colegas estão alcançando sucesso, tornando-se diretores, e você continua em posições de menos responsabilidades, talvez se sinta um fracassado.

O status pode ser uma forma importante de melhorar sua autoestima. O problema é que podemos facilmente ser levados a buscar uma carreira que a sociedade considera prestigiada, mas na qual não atenda nossa necessidade de realização. Há pessoas muito infelizes com seu trabalho apesar de terem carreiras aparentemente invejáveis. E existe um outro problema. Assim que alcançamos um nível de status, outro logo aparece acima dele, em um ciclo sem fim. Ainda, nosso grupo de colegas muda, e o status que desejamos está sempre longe do nosso alcance.

A lição pode ser a simples ideia de que não devemos ficar tão preocupados com o que as outras pessoas pensam de nós. Quem você acha que está julgando o seu status – talvez a família, velhos amigos e colegas? Você quer dar a eles esse poder? Embora a maior parte das pessoas deseje experimentar uma certa dose de status social, o sentimento de que somos respeitados por aquilo que fazemos e pela forma que fazemos é uma das chaves para alcançar uma carreira gratificante.

 

Dimensão 3: fazer a diferença

“Quero fazer a diferença” é uma frase comum entre os universitários em busca de orientação profissional e entre os profissionais na faixa dos 30 anos que se frustram pelo tempo que passam lidando com emails entediantes e outros temas que não se interessam. Eles querem algo mais: uma contribuição positiva para as pessoas e o planeta.

Esse é um desejo cada vez mais comum, mesmo na nossa era do individualismo. Parece com a aspiração dos antigos gregos em realizar algo nobre para conferir às suas vidas um senso de propósito e ficar na memória da história. Queremos, na velhice, olhar para trás e sentir que deixamos nossa marca.

A maioria das pessoas concorda intuitivamente que fazer a diferença é um caminho promissor para uma carreira realizadora. A questão é como fazê-lo. Muitas vezes as pessoas partem do pressuposto de essas carreiras são centradas em instituições de caridade ou no serviço público; por exemplo, trabalhar em um abrigo para sem-tetos, ou como professora para crianças pobres com deficiências, ou numa causa a favor dos direitos dos animais ou diminuição da pobreza. Mas qualquer que seja o caminho escolhido, existem dois desafios a enfrentar.

O primeiro diz respeito ao impacto de suas ações. Uma das maiores frustrações é que é muito difícil ver, em termos concretos, qual a diferença que nosso trabalho realmente está fazendo. Você realmente está conseguindo erradicar a pobreza do mundo? Uma opção é se envolver em um projeto comunitário com impacto pequeno e local, mas bem mais visível e concreto. O segundo desafio são as tensões que podem surgir entre fazer a diferença e ganhar dinheiro. Por isso é importante ter a consciência dos pesos e prioridades entre todos as dimensões para uma decisão balanceada.

 

Dimensão 4: seguir nossas paixões e talentos

Embora uma carreira ética de fazer a diferença seja um caminho intrinsecamente gratificante para a felicidade, também existe a opção de encontrar suas paixões e seus talentos. Esqueça dinheiro, status e até mesmo fazer a diferença: faça o que gosta e aquilo que você é realmente bom. Você deve reunir sua grande paixão com o trabalho.

Entretanto, seguir essa estratégia é uma escolha controversa. Embora algumas pessoas juram que transformar hobbies em trabalho tenho sido definitivo para a realização, outras alegam que foi um terrível engano. Você pode gostar de construir modelos de trens, mas abrir uma empresa para vende-los online, com todas as dificuldades envolvidas, pode drenar toda a sua alegria da paixão e deixá-lo com saudade da época que era apenas um hobby e não tinha números de vendas a se preocupar.

Existe outro dilema que os desejosos em seguir suas paixões e talentos enfrentam, que é se devemos ser especialistas, nos concentrando em uma única profissão, ou generalistas, desenvolvendo nossos vários talentos e paixões em diferentes ramos do saber. Ou seja, devemos aspirar ao sucesso como um realizador específico ou como um realizador amplo?

A especialização pode funcionar bem se você tiver as habilidades necessárias para realizar determinada função ou se for apaixonado por uma área específica, como especialista em tributação corporativa, bibliotecário de referência especializada ou anestesista. Mas há também o perigo de ficar insatisfeito com a repetição inerente a muitas profissões especializadas: estudos com cirurgiões revelam que aqueles que realizam somente operações em amígdalas em breve começam a se sentir entediados e infelizes com seus trabalhos lucrativos.

Além disso, essa cultura de especialização é conflitante com algo que a maioria de nós reconhece intuitivamente: cada um de nós tem “múltiplos eus”. Na verdade, como Krznaric diz, não precisamos achar que ser professor de inglês seja a única carreira que nos pode trazer realização. Contamos com experiências, interesses, valores e talentos complexos e multifacetados, o que pode significar que também podemos nos realizar como web designers, policiais ou produzindo café orgânico.

Essa é uma idéia potencialmente libertadora com implicações radicais. Ela possibilita encontrar realização de carreira escapando do confinamento da especialização e cultivando nossos potenciais como realizadores amplos. Existem duas abordagens para sermos realizadores amplos: ou nos tornarmos um “generalista renascentista” com diversas carreiras simultâneas, ou um “especialista serial”, nos dedicando a uma atividade de cada vez.

 

Duas alternativas a considerar

A primeira opção é inspirada pelo ideal da Renascença de que a plenitude humana é alcançada pela diversidade de nossos talentos. O maior generalista deste período foi Leonardo da Vinci; ele não foi apenas pintor, mas também engenheiro, inventor, naturalista, filósofo e músico. Leonardo seria hoje conhecido como “trabalhador de portfólio”, que desenvolve uma variedade ou “portfólio” de carreira, cada qual em meio expediente e, muitas vezes, como freelancer. Você pode trabalhar como economista três dias por semana, depois passar o resto dos dias trabalhando por conta própria como fotógrafo e vendedor de livros online. Obviamente, um generalista renascentista traz múltiplos desafios e uma perspectiva de insegurança financeira em caso de trabalhos instáveis como freelancer.

Assim, você pode pode se sentir mais confortável entregando-se a diversos talentos e paixões como um especialista serial. Em vez de buscar diversas carreiras ao mesmo tempo, podemos nos imaginar seguindo três ou quatro atividades diferentes em sucessão – talvez começando como relações públicas, depois gerindo um albergue e por fim como um jardineiro autônomo. Essa abordagem como realizador amplo faz cada vez mais sentido num mundo em que a idade de aposentadoria é cada vez menor, mas a vida produtiva é cada vez mais longa. Mesmo uma mudança substancial carreira pode nos libertar de uma profissão que perdeu seus atrativos e nos permitir explorar outros lados de nós mesmos.

 

O que podemos fazer diferente

Resumindo, Krznaric expõe alguns motivos para tanta confusão e insatisfação no trabalho (muitas opções, preso ao passado) e propõe uma análise mais profunda nas suas próprias motivações, citando as 4 dimensões de uma carreira significante (dinheiro, status, fazer a diferença e paixões/talentos). Por fim, ele oferece uma perspectiva nova para a realização plena se você conhecer os seus “múltiplos eus” – seja como um generalista renascentista (várias atividades ao mesmo tempo) ou um especialista serial (uma carreira por vez).

Na experiência do autor, após entender as motivações humanas, o prêmio de trabalho mais significativo vai para aqueles que buscam atividades intrinsicamente recompensadoras – que fazem a diferença, que usam seus talentos, e que refletem suas paixões. Agora, precisamos ser práticos para criarmos opções concretas de um emprego que nos ofereça tal carreira plena e edificante. Para isso existe uma boa e má notícia.

A má notícia é que apenas você pode entender os seus “múltiplos eus” e suas reais motivações e competências. Isso pode demorar um pouco e exigir uma boa dose de reflexão. A boa notícia é que você não depende de ninguém para saber o que você realmente gosta. Já começou a pensar?

Agora que você já refletiu sobre suas motivações e múltiplos eus, a PARTE 1 apresenta algumas sugestões práticas para você descobrir e seguir adiante com seu tão desejado sonho de realização. Leia!


NOTAS:
[1] Como encontrar o trabalho da sua vida, Roman Krznaric, The School of Life, Editora Objetiva, 2012

 

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