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 por Fernando Barrichelo

A consciência e inteligência artificial

O que você acredita mas não pode provar? Essa foi a pergunta que escritor especializado em ciência, John Brockman, fez a vários pesquisadores e pensadores. Daniel Gilbert, professor de psicologia de Harvard, respondeu sobre a CONSCIÊNCIA e questiona o limite da inteligência artificial.

Em uma tradução-livre:


Em um futuro não muito distante, poderemos construir sistemas artificiais que darão uma forte aparência da mesma consciência que atua em nós. Esses sistemas vão conversar, andar, piscar, mentir e parecerão angustiados com as próximas eleições. Eles vão jurar que estão conscientes e exigirão seus direitos civis. Mas não teremos como saber se esse comportamento não é mais do que um truque inteligente – como as bicadas de um pombo que foi treinado para digitar “Eu sou, eu sou!”

Nós tomamos a consciência do outro na FÉ, porque mesmo depois de 2.000 anos de preocupação com essa questão, ninguém jamais inventou um teste definitivo de sua existência. A maioria dos cientistas cognitivos acredita que a consciência é um fenômeno que emerge da complexa interação de partes decididamente inconscientes (neurônios), e mesmo quando finalmente entendemos a natureza dessa interação complexa ainda não somos capazes de provar que é ela que produz o fenômeno em questão.

E, no entanto, não tenho a menor dúvida de que todos os que conheço têm uma vida interior – uma experiência subjetiva, um senso do “eu” – assim como eu.

O que eu acredito é verdade, mas não posso provar? A resposta é: você!


 

FONTE: What we believe but cannot prove, John Brockman, Editora Harper, 2006
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